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Falando Curto e Grosso sobre “E aí… Comeu?”

E aí… Comeu? tenta nos fazer rir com suas piadinhas infames (conversas de bar), mas cai na mesmice dos outros filmes estrelados por Bruno Mazzeo, e, embora seja um pouquinho melhor do que aquela porcaria chamada Cilada.com (2011), este aqui se transforma em um sonífero da metade para o final, inserindo drama de forma ultrajante e sem sentido.

Dirigido por Felipe Joffily (Ódiquê?, Muita Calma Nessa Hora), esse protótipo de comédia conta a história de três amigos (Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira e Emílio Orciollo Netto) que vivem se reunindo num bar situado no Rio de Janeiro para bater aquele “papo cabeça” de como pegar mulher, reclamar das mesmas, contar vantagens e por fim, choramingar porque estão perdendo suas respectivas paixões (ou, querendo novas paixões).

Baseado na peça homônima de Marcelo Rubens Paiva, o filme erra em praticamente tudo que insere na trama, seja no gênero (uma mistura de comédia escrachada com drama), passando pelo próprio elenco, atuando de forma genérica e constrangedora (Bruno Mazzeo que o diga), terminando em uma história com péssima estruturação, falta de continuidade e clichês intermináveis.

Pra falar a verdade o filme é um clichê ambulante. Cena após cena sentimos aquele ar do tipo, “eu já vi isso antes” (déjà vu). Não posso mentir para vocês, o cansaço veio à tona e eu bocejei muito, até perdi a conta de quantas vezes eu fiz isso, e quantas vezes eu me espreguiçava porque a coisa estava preta por ali, viu.

O problema do filme não está nem em suas piadas machistas, até porque eu gosto desse tipo de comédia, que nós acostumamos a chamar de “besteirol”. Como eu tentei explicar no parágrafo acima (e volto a repetir), o problema está na forma em como o filme e suas respectivas situações estão sendo expostas para o grande público. É bem verdade que a ideia de fazer um filme, que mostra três amigos conversando babaquices numa mesa de bar renderia um filme interessante, com diálogos até legais. Mas o filme não fica só nisso, ele perde metade do seu tempo mostrando a vida pessoal desses rapazes e as tribulações que cada um tem: Um acha que é corno (o personagem de Marcos Palmeira), o segundo foi dispensado pela esposa (o personagem de Bruno Mazzeo), e o terceiro e último é o solteirão intelectual (pegador de mulheres casadas e prostitutas) que tem vontade de arranjar uma namorada (o personagem de Emílio Orciollo Netto). É aí que entra o draminha esfarrapado misturado com a comédia escrachada cheia de palavrões.

Não dá pessoal, não dá!

Se o diretor não conseguiu transpor essa mistura em seus filmes anteriores, não é agora que vai, principalmente quando há comparações com outros filmes do gênero (American Pie, Uma Linda Mulher, Um Show de Vizinha, Trilogia Porky’s, entre muitos outros).

E aí… Comeu? não funciona nem como comédia e nem como drama. Para que você, meu querido leitor, vai sentir vontade de assistir a um filme tão besta, que não sabe em qual gênero se integrar? Bom, a resposta é simples, para que possamos sentir vergonha alheia ao ver uma produção tão furreca, com uma história boba e personagens idem.

Agora se você riu horrores com os filmes anteriores do Felipe Joffily e do Bruno Mazzeo, com certeza vai amar este filme. E como eu fico nessa situação? Não estou nem aí, gaste seu dinheiro e divirta-se nos cinemas.

Classificação: FRACO

[youtube http://youtu.be/Fl333HisjWw]

E aí… Comeu?

Sinopse: Adaptação da peça de Marcelo Rubens Paiva, que acompanha situações do cotidiano pela ótica masculina.
Direção: Felipe Joffily
Elenco: Bruno Mazzeo, Marcos Palmeira, Emilio Orciollo Netto, Dira Paes, Tainá Müller, Laura Neiva, Juliana Schalch.
Gênero: Comédia
Duração: 111 min.
Distribuidora: Paris Filmes
 
* Curto e Grosso é a seção da Central 42 dos reviews de filmes e séries, apresentados de uma maneira rápida, direta e sem muito blá blá blá.
 
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