Home / Falando Curto e Grosso / Alien Covenant – A espera da “MÃE” ou apenas perdido no espaço?
Alien covenant banner

Alien Covenant – A espera da “MÃE” ou apenas perdido no espaço?

Alien Covenant, apesar de ser uma continuação, não vou falar de “Prometheus”, juro! Alien covenant cartazSem comparações!

Acho que fui com muita expectativa para o cinema…pode ser. Mas na verdade Scott (Ridley Scott) tava meio perdidão nesse filme. Não vou negar que o filme é bom, mas queria algo espetacular, sabe?!

Pouca construção das personagens, elenco sem tempero e, na verdade, esse é um filme de um ator só. Michael Fassbender vem em dose dupla como androide Walter e David e é o único que faz você, realmente, prestar atenção em um personagem e torcer por ele.

2104. Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra. Um acidente cósmico, antes de chegar ao seu destino, faz com que Walter (Michael Fassbender), o androide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Logo Oram (Billy Crudup) precisa assumir o posto de capitão, devido a um acidente ocorrido no momento em que todos acordam. Em meio ao conserto, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido, que abrigaria as condições necessárias para abrigar vida humana. Oram, então, decide levar sua equipe ao local para investigá-lo, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.

Pois é…

Alien covenant

O filme começa querendo te envolver, com um cenário incrível, uma estátua de Davi ou David, um piano lindo e uma vista espetacular. Mas logo somos transportados para uma nave meio sem vida, você meio que se perde, não sabe quem é quem e o que de fato move cada um deles.

Ridley Scott não estava muito certo em que direção seguir, jogou para todos os lados e foi ai que o filme escorregou. Ele foi primeiro pelo caminho do drama, aí sem construir muito bem essa escolha, ele já partiu para o suspense e junto com ele um existencialismo bem raso, todas as propostas sem muita construção.

A melhor parte do filme são as cenas de terror. Ali o longa assume ser apenas bom, são sequências muito boas – apesar de um problema clássico de muitos roteiros de terror, quando alguém caminha sozinho, ou entra em lugares que não deveria só para ser morto e depois achado aos pedaços.

E aquele som assustador do Xenomorph? Que maravilha, tava louca para ouvir.Alien covenant

E falando em Som, esse filme está de parabéns. Nossa, que construção sonora esse filme tem. O designer de som é maravilhoso, a técnica é de tirar o chapéu.

Os aplausos também vão para a arte do filme, os cenários, os objetos de cena, tudo muito bem pensado, construído e que embelezam a tela. Umas das coisas que fazem valer a pena ir ao cinema pra ver Alien: Covenant.

Mas se prepare. Sabe aquele momento que você já começa a ficar ansioso para o monstro – a estrela do filme – aparecer logo e acabar com todos os chatos do filme? Então, é tipo isso!

Alien Covenant, apesar de ser uma continuação, não vou falar de “Prometheus”, juro! Sem comparações! Acho que fui com muita expectativa para o cinema…pode ser. Mas na verdade Scott (Ridley Scott) tava meio perdidão nesse filme. Não vou negar que o filme é bom, mas queria algo espetacular, sabe?! Pouca construção das personagens, elenco sem tempero e, na verdade, esse é um filme de um ator só. Michael Fassbender vem em dose dupla como androide Walter e David e é o único que faz você, realmente, prestar atenção em um personagem e torcer por ele. 2104. Viajando pela galáxia, a…

Avaliação Geral

Alien: Covenant

User Rating: 3.45 ( 1 votes)

Sobre Rosana Moreira

Cineasta formada pela Academia Internacional de Cinema. Produtora desde 2008, dirigiu o curta metragem "4:23" em 2016, "Dissonantes" em 2017. Fez assistência de direção no curta metragem "Olhos Vivos" direção de Kayo Perez (2016), Produziu o curta metragem "Sueli" direção de Christian Monassa (2016) e produziu o filme "W'arana" direção de Christian Monassa - rodado em 2017 na Amazônia.

Veja também:

Divórcio

Divórcio é filme divertido e sem grandes pretensões

“A separação mostra nosso lado pior. A separação mostra realmente quem você é”. Em Divórcio você vai presenciar o grande embate que isto pode ter.