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Alien Covenant – O monstro xenomorfo está mais sanguinário num enredo novo e interessante

Alien Covenant trata-se de um sequência do icônico “Alien: O Oitavo Passageiro” (1979).

É o sexto filme do bicho feio que tem sangue ácido, come gente (carne de qualquer ser vivo) Alien covenant cartaz e se reproduz a partir da vítima dando origem a um ser híbrido, com características da presa. Esse novo filme é uma sequência direta de “Prometheus” (2012) e muitas informações se conectam Para entendê-lo melhor é necessário ter visto esse filme anterior. A competente direção de Ridley Scott e atuação de Michael Fassbender dão a sustentação de qualidade ao filme, além do excelente cenário, figurino, locação, som e efeitos especiais.

ENREDO

A grande nave Covenant sai da terra para uma missão de colonização do planeta Origae-6 que, depois de estudos científicos, é habilitado para colonização, pois é capaz de abrigar vida humana. Para lá se dirigem 15 tripulantes e 2.000 colonos, todos em sono criogênico, porque viagem interplanetárias dispendem muito tempo e só assim isso seria possível.

Alerta e cuidando da nave e de sua importante carga (humanos), está o androide Walter (Michael Fassbender). Uma tempestade de neutrinos faz sérios estragos à nave e toda a tripulação é reanimada por Walter. Enquanto fazem os reparos, detectam uma alien covenanttransmissão vinda de um planeta bem mais perto que do destino da missão. Optam por explorá-lo, até porque não teriam que voltar ao sono criogênico por mais 7 anos para cumprir a missão planejada.

Assim, descem ao planeta desconhecido e acabam encontrando muita confusão pela frente. Pequenos Aliens atacam o grupo explorador e são salvos pelo antigo androide da nave Prometheus, David, que por lá já se encontrava.

Minha narrativa acaba por aqui para instigá-lo a ver o filme. Como já afirmei: para melhor entender a narrativa desse novo filme da franquia Alien é recomendável ter visto “Prometheus” que foi um filme que dividiu opiniões. Eu particularmente gostei muito dele, pela história proposta, pelos atores, pela música envolvente, pelas reflexões feitas, e pela bela presença daquele espetáculo da natureza chamado Charlize Theron.

Este filme tem duas estrelas: Ridley Scott e Michael Fassbender.

Scott já com 79 anos ainda esbanja competência e Fassbender é tão bom que faz dois personagens: os dois androides, Walter e David. Esses personagens tem características diferentes como você poderá conferir.

A mocinha do filme é a Daniels (Katherine Waterston) que faz o que se espera dela, alien covenantmas sem a carga interpretativa da Dra. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) de “Prometheus” e da heroína Ellen Ripley (Sigourney Weaver) dos outros filmes. Essa última teve papel importante e contribuiu para o sucesso dos filmes do sanguinário, assustador e nojento Alien.

Outros personagens que cabe comentários são: o elegante Peter Weyland (Guy Pearce), o “pai” do andróide David; Bronson (James Franco), que aparece apenas numa pequena cena; o comandante Oram (Billy Crudup), quem não tem liderança nem brilho na atuação; e, por fim, Tennesse (Danny Mcbride), que passa a ideia de um astronauta caipira. O restante da tripulação tem expressão secundária.

CRÍTICA AMPLIADA

Se você assistiu e gostou dos outros 5 filmes do Alien, vá ver esse filme.

Essa nova narrativa traz elementos novos, apresenta mais explicações do xenomorfo Alien e explica mais sobre os “Engenheiros” de quem supostamente somos originados.

O filme tem qualidades técnicas inquestionáveis. Cenário de muito bom gosto: elegante quando necessário e tecnológico como é a proposta do filme.

A trilha sonora faz toda a ambientação de terror necessária.

O figurino utilizado também apresenta detalhes de sofisticação, Alien covenant bannerreforçando que foram muito bem planejados e concebidos.

Os efeitos especiais estão comedidos, mas suficientes. Vale destacar que, com os avanços digitais da atualidade, temos cenas muito mais bem acabados que dos outros filmes da sequência Alien. O realismo dos rompimentos dos corpos é ainda mais impactante, com vísceras e muito sangue por todos os lados.

Vale destacar que o xenomorfo Alien também contracena em outros filmes da franquia “Predador”, atuando em “Alien vs. Predador” (2004) e “Alien vs. Predador: Requiem” (2007). Mas, não vamos misturar as histórias. Para melhor entender esse novo filme, foque apenas nos outros 5 filmes do Alien: “Alien: O Oitavo Passageiro” (79), “Aliens: O Resgate” (86), “Alien 3” (92), “Alien: A Ressureição” (97) e “Prometheus” (2012).

O filme, além de muita ação, suspense e terror tem também citações de Byron e Shelley e música presente do musicista clássico Richard Wagner. Isso dá uma carga intelectual e sofisticada para embasar as discussões mais altivas a que se propõe essa superprodução.

A questão filosófica abordada em “Prometheus”, de onde viemos e também a relação criador e criatura, é o fio temático da narrativa. É nessa busca, por essas respostas, que o diretor Scott já se envereda desde o também icônico “Blade Runner” (82) que em 2017 terá sua continuação.

Falar dos erros que os tripulantes cometeram é chover no molhado. Diante de uma situação de crise é sempre “salve-se quem puder” e muitas vezes não tomamos as atitudes corretas. Sim, os tripulantes cometeram vários erros. Se estivéssemos na situação de crise pela qual passaram, provavelmente também teríamos tomados decisões errados. Na minha opinião é a narrativa proposta, aceitamos ou não.

Algumas perguntas feitas em “Prometheus” foram respondidas nessa película. Com certeza, no próximo ou nos próximos filmes, teremos mais revelações sobre os “Engenheiros” e sobre o bichinho feio e repugnante, o Alien.

CONCLUSÃO

Recomendo o filme.

Mas, é importante saber que é uma continuação de “Prometheus”. Para entender melhor é interessante ter assistido a esse último filme.

É uma nova narrativa com explicações dos filmes anteriores e outras perspectivas se abrem. Tem ação, aventura, suspense, terror, efeitos especiais e discussões interessantes sobre Inteligência Artificial (os androides David e Walter), reflexões sobre nossa existência, de onde viemos e até religiosidade.

Por tudo isso, garanto que você passará as 2 horas de duração dessa superprodução de olhos bem abertos.

Sobre Zeonil Barcelos

Administrador de Empresas e Advogado; MBA: Marketing, RH e Comunicação; Professor: Oratória, Marketing de Relacionamento e Excelência no Atendimento em Call Center; Cinéfilo, amante das artes e adora novas culturas.

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