Home / Tralhas Úteis / Dolan: O Cineasta Prodígio

Dolan: O Cineasta Prodígio


Não sei se já comentei com vocês sobre meu atual vício em filmes franceses. Devido a ausência, acredito que não. Pois bem. Agora sabem que estou numa deliciosa fase de ver filmes franceses. Aliás, não sei se isso um dia irá acabar. Espero que não.

Nessa minha incessante busca por indicações e listas de bons filmes, acabei me deparando com um sujeitinho fofo, misterioso e bastante talentoso (esse carinha aí da foto). Fiquei tão apaixonada por seu jeitinho, que fui atrás de mais. Acabei descobrindo coisas fantásticas sobre ele. Como, por exemplo, o fato de ter sido premiado com o filme “J’ai tué ma mère” (“Eu Matei Minha Mãe”) no qual foi diretor, roteirista e protagonista. O mais genial?! Escreveu o filme aos 16 anos e atuou aos 19.

Mas… Quem é Xavier Dolan?

Xavier é na verdade canadense, mas faz filmes franceses. Nasceu dia 20 de março de 1989, e tem 25 anos. É assumido gay e sempre aborda essa temática em seus filmes. Iniciou sua carreira ainda criança ao atuar em comerciais.

Após essa pequena e medíocre biografia (que foi o que consegui encontrar), vamos ao que interessa, os filmes! Pensei em descrevê-los na ordem em que os vi, mas isso iria ser muito confuso. Confiram!

5 Filmes indispensáveis para se conhecer Dolan:

1. J’ai tué ma mère (Eu Matei Minha Mãe) – 2009

★ ★ ★ ★ ☆

Indicado pelo Canadá para concorrer a uma indicação ao Oscar 2010 na categoria Filme Estrangeiro, Eu Matei Minha Mãe narra a história de Hubert (Xavier Dolan, claro), adolescente que, como qualquer outro, flutua sem cerimônia pela fina linha que divide a mais profunda raiva da mais pura euforia, misturando sentimentos e exacerbando todos os sentidos à enésima potência, no menor prazo de tempo possível. Como alvo principal, Hubert elege o mais próximo: sua mãe Chantale (Anne Dorval), que cria o garoto sozinha, e passa a ser ao mesmo tempo a maior vítima e a maior repositória das alterações de humores e amores do rapaz.

Gênero: Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Anne Dorval, François Arnaud, Monique Spaziani, Niels Schneider, Patricia Tulasne, Suzanne Clément, Xavier Dolan
Produção: Xavier Dolan

 

2. Les Amours Imaginaires (Amores Imaginários) – 2010

★ ★ ★ ★ ★

Francis (Xavier Dolan) e Marie (Monia Chokri) são amigos inseparáveis. Suas vidas mudam quando conhecem Nicolas (Niels Schneider), um charmoso rapaz do interior que acaba de se mudar para Montreal. Um encontro se sucede ao outro e os três logo se tornam um grupo inseparável.

Mas Francis e Marie, ambos apaixonados por Nicolas, desenvolvem fantasias obsessivas em torno de seu objeto de desejo comum. À medida que atravessam as típicas fases da paixão, embarcam numa verdadeira disputa pela atenção do rapaz, comprometendo sua antiga amizade.

Pra mim, esse filme possui alguns fatores que o tornam genial. Um deles é a sutileza em considerar pequenos detalhes que passariam despercebidos (como o zoom numa xícara de chá ou um olhar do personagem), não sei… Creio que esse filme defina exatamente a delicadeza dos filmes franceses.

Um segundo fator seriam as histórias amorosas que se entrelaçam aleatoriamente com a trama. Genial! Outro fator seria o cuidado com a parte estética de divulgação da obra, como na imagem à seguir, por exemplo, que abrange três tipos de capas diferentes para o filme com os três protagonistas.

Gênero: Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Anne Dorval, Anthony Huneault, Clara Palardy, Jody Hargreaves, Minou Petrowski, Monia Chokri, Niels Schneider, Patricia Tulasne, Perrette Souplex, Sophie Desmarais, Xavier Dolan
Produção: Carole Mondello, Daniel Morin, Xavier Dolan

 

3. Laurence Anyways – 2012

★ ★ ★ ☆ ☆

Nesse filme, Xavier não atua mas é o responsável pelo roteiro e pela direção. Como é talentoso em tudo o que faz, vale à pena assistir esse também. Garanto.

Laurence diz para sua namorada que deseja fazer uma operação para mudar de sexo e virar mulher. Juntos, eles enfrentam os riscos, os preconceitos dos amigos e da sociedade. Durante dez anos, eles vivem juntos e tentam superar as dificuldades para conseguir viver esse amor impossível.

Gênero: Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Catherine Bégin, David Savard, Denise Filiatrault, Emmanuel Schwartz, Gilles Renaud, Guylaine Tremblay, Jacques Lavallée, Kevin Desmarescaux
Produção: Charles Gillibert, Lyse Lafontaine, Nathanaël Karmitz

 

4.Tom à la Ferme (Tom na Fazenda) – 2013

★ ★ ★ ☆ ☆

Tom (Xavier Dolan), um jovem redator publicitário, viaja ao interior para o funeral de seu namorado, Guillaume. Lá, fica chocado ao descobrir que ninguém sabe quem ele é, nem sabe sua relação com o falecido. Francis, irmão de Guillaume e monstruoso representante do machismo rural, logo o confronta e determina as regras de um jogo doentio. Com o nome da família em jogo, Tom logo se dá conta de que ele não deixará a fazenda. Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Veneza 2013.

Gênero: Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Xavier Dolan, Pierre-Yves Cardinal, Lise Roy, Evelyne Brochu.

 

 

5. Mommy – 2014

★ ★ ☆ ☆ ☆

Essa é mais uma obra de Dolan como diretor e roteirista, apenas. Não consegui encontrar grandes sinopses, mas eu assisti e recomendo. Uma mãe solteira e viúva encontra uma nova esperança quando um misterioso vizinho aparece.

Gênero: Drama
Direção: Xavier Dolan
Roteiro: Xavier Dolan
Elenco: Alexandre Goyette, Anne Dorval, Antoine-Olivier Pilon, Patrick Huard, Suzanne Clément
Produção: Nancy Grant, Xavier Dolan
 

 

Sei que sou um tanto suspeita para falar sobre Dolan, pois esse jovem diretor me encantou de tal forma a ser tornar meu diretor favorito. Espero que ele atinja você da mesma forma e que isso tenha uma repercussão tão boa quanto teve em mim.

Fonte: http://www.cineclick.com.br

 

Sobre Bianca Lana

Apaixonada por religiões, culturas e gente. Aos 17 anos, ainda não sabe se quer ser atriz ou artista plástica. Através da escrita, da música, da arte e do teatro, tenta dar algum sentido à sua juventude que parece apenas um atraso para as metas da vida.

Veja também:

Waldorf – Uma Pedagogia Diferente

Difícil dizer quantas vezes já me perguntaram sobre a qualidade do ensino da minha escola …