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É hora de acender as luzes – Os Muppets

Eu me recordo em quando era bem pequeno, praticamente um bebê, quando minha mãe me deixava na frente da TV (preto e branco na época) para poder se ocupar das suas atividades domésticas e, assim, não a incomodar. Lembro de vários desenhos e programas matinais, mas os que mais ficaram marcados na minha memória foram Vila Sésamo e The Muppet Show.

Vila Sésamo com seu intuito educativo e divertido e The Muppet Show com seu jeito anárquico, festivo e engraçado.

Jim Henson é o pai destes queridos personagens. Conta a história que a primeira aparição de um boneco sapo na televisão foi em 1955. Era a primeira versão de Kermit (Caco). Os outros personagens vieram depois, em programas de TV nos anos 60.

Mas o que é um Muppet exatamente? De acordo com algumas fontes, incluindo a esposa de Jim Henson, Jane, Muppet é uma combinação das palavras marionete (marionette) e boneco (puppet). Contudo, o próprio Henson sempre disse que ele propôs a palavra “Muppet” porque gostou do seu som. Outros dizem que é a junção das palavras Monster (monstros) e Puppet (boneco), ainda mais dado que as primeiras criações de Jim que eram mais parecidos com monstrinhos.

Em 1968, Joan Cooney fundou a Children’s Television Workshop e foi fortemente encorajada a trazer os Muppets para “Vila Sésamo”, o novo programa de educação infantil que ela estava desenvolvendo. Henson não aceitou de imediato, mas de acordo com Jane Henson, ele tinha concordado em parte “porque havia começado a acreditar que as crianças poderiam ser uma audiência muito boa”. Os Muppets que Henson e sua equipe criaram continuaram a aparecer em “Vila Sésamo” e em numerosos especiais de TV.

Henson gravou o piloto de “The Muppet Show”, “Sexo e violência”, em 1975. No mesmo ano, um novo programa da NBC chamado “Saturday Night Live” começou a transmitir esquetes de “Land of Gorch”, lançando novos personagens Muppets. Contudo, os roteiristas de “Saturday Night Live” não gostaram de escrever para os Muppets e eles foram “despedidos” no meio da primeira temporada.

A ABC aprovou o piloto do “Muppet Show”, mas Henson fechou um acordo com a ITC, uma divisão da Associated Communications Company. O programa foi gravado em Londres e enviado para as estações da CBS ao longo dos Estados Unidos. Inicialmente, os produtores tiveram dificuldade para encontrar atores e músicos para serem “convidados especiais”, mas já na quinta temporada eles tinham uma lista enorme de talentos para escolher. “The Muppet Show” era totalmente distinto de tudo o que havia anteriormente na TV – um espetáculo de variedades com peças satíricas, um enredo e números musicais, feitos principalmente por bonecos. Ao final, pessoas em todo o mundo haviam assistido ao programa.

The Muppet Show teve 120 episódios, ganhou diversos prêmios e recebeu inúmeros convidados famosos. Eles também fizeram seis filmes para o cinema e diversas participações em programas de TV. Os Muppets tornaram-se importantes na história da TV e parte da cultura pop no mundo.
E chegou o momento, como mesmo diz a canção tema:

É hora de tocar a música, é hora de acender as luzes, é hora de se reunir aos Muppets…

“Os Muppets” chegam aos cinemas em 2 de dezembro depois de mais de 40 anos de filmes e séries de TV, e os bonecos criados por Jim Henson continuam divertidos. Eles retornam em seu sétimo longa em grande estilo e muito marketing. Para quem tem saudades e para quem ainda não os conhece, este é o momento de ver o filme dos personagens mais anárquicos da TV: Miss Piggy, Animal, Gonzo e o Sapo Caco (ou Kermit, nome original que a Disney resolveu padronizar para o mundo todo).

Na trama, que aposta em uma saudável dose de nostalgia, a turma, que há muito se dispersou pelo mundo, precisa se reunir para uma nova apresentação que vai salvar o teatro onde faziam seu clássico show. Se falharem, um magnata irá colocar o prédio abaixo para criar um campo de extração de petróleo.

Conforme reportagem da VejaSP, entenda os dez motivos para garantir seu ingresso:

1. O curta de “Toy Story” antes do filme

Como já virou tradição da Disney, entre o trailer e o filme propriamente dito, um pequeno curta é exibido. Assim como em “Carros 2”, Buzz Lightyear, Woody e toda a turma de “Toy Story” aparecem em uma divertida história, bem curtinha.

2. A explicação de por que o nome de Caco foi modificado para Kermit

A mudança de nome do Sapo Caco para Kermit chegou a decepcionar fãs brasileiros dos Muppets. A troca é fruto da estratégia da Disney de padronizar os nomes de seus personagens (o Ursinho Puff virou Pooh, Sininho virou Tinker Bell e assim por diante). Caco não ficou fora dessa. No filme, contudo, a justificativa ficou bem engraçada.

3. As participações especiais

O filme conta com uma constelação de aparições especiais. Atente para Dave Grohl, líder do Foo Fighters, Selena Gomez, Whoopi Goldberg, Neil Patrick Harris, Emily Blunt e Jim Parsons (o Sheldon de “The Big Bang Theory”), entre outros.

4. Jack Black rouba a cena

Entre as participações especiais também está a de Jack Black que rouba a cena. Apesar de secundária, sua aparição é uma das coisas mais divertidas do filme.

5. Trilha sonora nostálgica

Para quem tem mais de 30 anos, a trilha sonora de “Muppets” é um convite à nostalgia. O filme abre com Simon & Garfunkel, passa por clássicos dos finais dos anos 70 e da década de 80, como “Cars”, de Gary Numan, “We Built This City”, de Starship, e “[I’ve Had] The Time of My Life”, da trilha sonora de “Dirty Dancing” (1987).

6. Números musicais

Além de músicas da série original, como o próprio tema dos Muppets e “Rainbow Connection”, o filme conta com números de dar inveja a grandes produções do gênero. As canções e coreografias reverenciam “Amor Sublime Amor” (1961), “A Noviça Rebelde” (1965), e outras fitas que marcaram época.

7. Humor politicamente incorreto

Esse é o primeiro filme dos Muppets a receber, nos EUA, a classificação PG (Parental Guidance) – ou seja, indicado para adolescentes. Não que o filme seja proibido para crianças. Os pequenos, porém, podem não entender algumas piadas politicamente incorretas (as mais divertidas, sem dúvida).

8. Metalinguagem e auto referências

Além de fazer piada com o próprio filme, o roteiro de “Os Muppets”, bem costurado, faz referências e homenageia descaradamente a série original dos anos 70. Uma curiosidade: Jason Segel, protagonista do filme, é quem assina o texto.

9. A transformação de Animal

Se Kermit, Miss Piggy e Gonzo esbanjam carisma em “Os Muppets”, Animal, o boneco mais agressivo da turma, não fica atrás. No filme, o personagem está mais divertido do que nunca: muito agressivo, ele passa a frequentar um grupo de controle da raiva e é obrigado a deixar de tocar bateria, seu instrumento preferido. O tratamento, no entanto, parece não dar muito certo.

10. Os créditos finais do filme

Embora o recurso seja manjado, ainda funciona. Os créditos finais do filme seguram o espectador até o último segundo na cadeira.

 

Canção tema do The Muppet Show coverizada pela banda OK Go

 

Eu sei que me divertirei muito com esse filme. E vocês?

*fontes:    http://www.estadao.com.br/noticias/geral,com-voces-muppets!,803291,0.htm

http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/muppets.htm

http://lazer.hsw.uol.com.br/muppet.htm

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Sobre Emerson Lara

Cinéfilo. Colecionador de filmes, séries, quadrinhos, action figures. Fundador e Editor chefe do Central 42.

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