Terça-feira , 16 Setembro 2014
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Falando Curto e Grosso sobre “Chernobyl”

Em 2009, Oren Peli surpreendeu o mundo com o lançamento de Atividade Paranormal, um filme de baixíssimo custo (+- 15 mil dólares, segundo o site Box Office Mojo) e inteiramente gravado a partir da perspectiva de uma câmera. O longa fez um grande sucesso arrecadando quase 200 milhões de dólares pelo mundo, gerando quatro sequências – até uma versão japonesa, Atividade Paranormal em Tóquio (2010) – e com mais uma versão, prevista ainda para 2012.

O diretor deixou um pouco de lado a sua franquia, para se dedicar ao roteiro e a produção de Chernobyl, filme que possui uma premissa interessante: um grupo de turistas vai visitar a cidade dormitório Pripyat, vizinha à usina nuclear de Chernobyl, local do famoso acidente nuclear de 86, e se depara com estranhos acontecimentos.

A idéia de se ter um filme em um lugar completamente abandonado – os moradores de Pripyat deixaram suas casas às pressas sem levar praticamente nada – é ótima, sem nenhum esforço o clima de tensão se apresenta, afinal uma cidade fantasma não é sempre que se vê por aí.

Infelizmente a escolha do novato Bradley Parker – assistente de diretor em Deixe-me Entrar (2010) – como diretor se mostrou equivocada, mais do que isso, é uma das diversas decisões ruins do longa.

Pripyat é um cenário sombrio, cheio de possibilidades e pouco trabalhado. Os momentos mais angustiantes do filme possuem claramente a mão do produtor Oren Peli, responsabilidade dele, também, deve ser dada a momentos de extrema falta de senso, vide as cenas do urso e do “bebê”, que além de mal dirigidas foram muito mal pensadas.

A escolha dos atores é a comum dos filmes de terror: jovens sem trabalhos de expressão. A maioria não compromete, exceto Jonathan Sadowski (Sexta-Feira 13, 2009), como protagonista é um caso a parte, suas “caras e bocas” chegam a ser irritantes, com uma atuação no mínimo amadora. Escolha ruim.

Bem próximo do fim do filme, as respostas aos acontecimentos “sobrenaturais” começam a ser ditas. E mais uma decisão ruim, pois tais explicações são tão fracas que poderiam não existir ou,talvez, um final em aberto, mesmo não sendo ideal, seria mais aceitável.

Eis aqui um filme para o público que gosta de terror e há tempos não tem um lançamento no cinema.

Chernobyl (Chernobyl Diaries)

Sinopse: Seis turistas contratam um guia para levar-los a cidade fantasma de Pripyat, que abrigava os trabalhadores da usina Chernobyl. Mas durante o passeio eles percebem que não estão sozinhos no local.
Direção: Bradley Parker
Elenco: Jesse McCartney, Ingrid Bolso Berdal, Jonathan Sadowski, Olivia Dudley, Nathan Phillips, Devin Kelley, Pasha D. Lychnikoff.
Gênero: Terror
Duração: 90 min.
Distribuidora: Paris Filmes
 
* Curto e Grosso é a sessão da Central 42 dos reviews de filmes e séries, apresentados de uma maneira rápida, direta e sem muito blá blá blá.
 
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Sobre Marcio Tarantino

Um comentário

  1. Eu odiei o filme.
    Ele é ruim em todos os aspectos menos um: as meninas são lindas. E só isso.
    A ideia de um grupo de turistas na cidade é legal, mas todo o desenrolar da história é babaca. Inventasse outra coisa.
    E o que foram aqueles efeitos!??!!? Hello, tecnologia mandou lembranças! ¬¬""
    O final do filme consegue ser pior do que td o resto.

    A verdade é: não gastem seu dinheiro e tempo com esse filme.

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