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Festival do Rio 2017 – Como foi o sexo dia desta edição?


Seguindo a maratona cinéfila do Festival do Rio 2017, confira as críticas para os filmes deste sexto dia da edição.

120 Batimentos Por Minuto

Crônica forte sobre um momento sombrio da humanidade, o novo filme do cineasta marroquino Robin Campillo (que também escreveu o ótimo Entre os Muros da Escola) não tem medo de entregar-se de corpo e alma à sua mensagem altruísta, ao mesmo tempo em que desafia o conservadorismo.

Funcionando como retrato fiel de uma época onde a AIDS matava implacavelmente, o filme em nenhum momento se distancia de sua proposta realista ao apresentar seus personagens como seres humanos vulneráveis, mas dispostos a dar um sentido ao pouco que resta de suas vidas, cujo fim é iminente.

Investindo num romance que jamais soa gratuito, o roteiro oferece uma história honesta, crua e humana, onde a enérgica montagem contribui para a criação de uma atmosfera inquietante, resultando numa obra não só tecnicamente elogiável, como historicamente relevante.

NOTA 5/5 ✮

Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha

Judi Dench é daquele tipo de atriz capaz de elevar o nível de qualquer produção.

Assistí-la em cena é testemunhar uma grande artista trabalhando, oferecendo um privilégio que não deve ser desprezado, dada sua idade avançada.

Sua performance é capaz de compensar um roteiro problemático e com um tom indeciso e que demonstra desespero na tentativa de fazer graça.

Felizmente, nos momentos de ternura entre a Rainha Victoria e seu confidente, o filme ganha energia e parece estar próximo de um nível que jamais faz jus, afinal. Uma pena, portanto que o experiente cineasta Stephen Freará não perceba que a interação entre Dench e Fazal é muito mais interessante do que o conflito que surge das diferenças sociais entre o típico forasteiro e a aristocracia britânica.

NOTA 3,5/5 ✮

How to Talk to Girls at Parties

Concebido como uma psicodélica “viagem” de LSD, o filme, através da direção de John Cameron Mitchell, mostra como seria um longa-metragem caso o roteiro fosse escrito sob efeitos de drogas alucinógenas.

O resultado é uma loucura anarquista (refletindo bem o cenário Punk Britânico) que jamais deixa de ser divertido através do bom humor das situações apresentadas (méritos do diretor, que soube lidar com a insanidade) e a boa química do elenco, o que compensa eventuais excessos narrativos.

Porém, além de toda a maluquice de sua trama, o que mais salta aos olhos é a enérgica atuação de Nicole Kidman, na pele de uma típica Punk e que evidencia sua versatilidade.

NOTA 3,5/5 ✮

Sobre Guilherme Khandido

Crítico de Cinema e Carioca. Apaixonado pela Sétima Arte, mas também aprecia uma boa música, faz maratona de séries, devora livros, e acompanha futebol. Meryl Streep e Arroz são paixões à parte…

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