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Moda escraviza, estilo eterniza


Olha só que linda a Vogue do mês de Agosto de 2012, que traz a top italiana Bianca Balti na capa. Mas o que me chamou atenção mesmo foi a pequena manchete:

“Verde sim, hippie não: Salve o planeta sem sair da moda”

Ok! O movimento hippie surgiu lá no final da década de 60 com ênfase na década de 70, com ideologias de paz e amor.

E o que se entende dessa manchete? Os hippies estão fora de moda? Ou apenas uma forma alternativa de dizer que você não precisa ser hippie pra salvar o planeta?  Eu concordo que você pode ter qualquer estilo de vida para isso, pois é uma luta de todos pelo mesmo ideal!

Não sei se os ativistas irão aprovar essa ideia. Imagine uma cena mais ou menos assim… Uma guria tentando salvar uma floresta. De salto alto assinado por ChristianLouboutin e uma bolsa Chanel! Hehehe seria no mínimo intrigante… Mas totalmente na moda!!

OK, não sejamos radicais.

Só que essa frase me faz pensar em uma moda ditadora de quem não a usa, não está nela. Tendências: acredito nelas. É possível utilizá-las sem perder seu estilo, sem ser escravizado ou sem ser alvo apenas do consumo desenfreado sem rumo e conteúdo.

Ser hippie não é usar só uma saia longa, uma bata de Tay Day, fazer tranças no cabelo e fazer “V” com os dedos. Vai muito além. É acreditar em ideais, na liberdade, e, o melhor, na paz e no amor.

As pessoas estão tão preocupadas com o que usar, que se esquecem de usar a gentileza, um “bom dia”, um “por favor” e um “muito grato”. Acredito que ser chique antes de tudo é ser autêntico e educado.

Vamos, sim, nos unir e salvar o planeta. Começando a respeitar as escolhas de cada um.

Moda escraviza, estilo eterniza.

 

Sobre Gisliane Mariela

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