Sexta-feira , 24 Outubro 2014
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Um papo com Jordemo Zaneli, escritor de “A Garota Rockstar”

Nascido em 1964, Jordemo Zaneli, é advogado, pós-graduado em Direito Empresarial e em Marketing e Propaganda, com grande experiência em Administração Pública, onde assessorou diversos órgãos públicos por 20 anos. Publicou dois livros: “Sun Tzu – A arte da guerra e a dialética” e “A Garota Rockstar”.

Leiam o bate-papo que tive com ele sobre ser escritor, seus livros, literatura no Brasil, etc.

Ana Claudia Marques e Jordemo Zaneli

Jordemo, eu gostaria de saber como e quando você se “descobriu” escritor?

Desde criança, tive uma professora, Dona Vilma, que passava redação pra gente, e, que sempre me incentivou a escrever. Ela dizia: “…esse menino vai virar escritor…”. Mas minha trajetória é longa, aprendi muito no movimento estudantil, fazíamos panfletos, jornais e tabloides nas entidades por onde passei com meus companheiros nos: grêmios, diretórios acadêmicos. Fui diretor da UEE-SP, em 1984-85, colaborei no mesmo período com o extinto jornal A Comarca de Araçatuba e com o Estadão. Escrevi por muito tempo uma coluna no jornal da minha cidade, Buritama, também chamado A Comarca.

Quais são as suas influências na literatura?

Os clássicos nacionais são ótimos eu adoro, Machado de Assis, Jorge Amado. Mas uma obra em especial guardo com muito carinho: O senhor embaixador do Érico Veríssimo, um livro que me impressionou pela visão globalizada do narrador numa época de muita nostalgia.

Seu mais recente livro, “A Garota Rockstar”, é um livro de ação, com uma trama atual e interessante, global, envolvendo sequestro, terrorismo, e muito mais, que não vou contar aqui para não estragar a surpresa. Como surgiu a ideia de escrever este romance?

Sou advogado e adoro minha profissão, sinto prazer no que faço, adoro conversar com meus clientes, conhecer a fundo seus problemas e descobrir a solução para eles, com isto adquiri uma capacidade muito grande de lidar com conflitos, a partir de uma visão muito particular de cada engrenagem desta fantástica máquina que é o mundo.

Sempre quis manifestar minha opinião sobre estes temas, resolvi então criar uma história repleta de ação, suspense, romantismo e através dos personagens poder opinar e chamar o leitor para uma reflexão sobre temas relevantes do nosso cotidiano.

Minha grande inspiração foi minha filha que vive nos Estados Unidos a 11 anos, casada com uma pessoa maravilhosa nascido na Grécia, genitores da minha netinha, uma garota esperta e sonhadora. O contato com estes países e culturas me inspirou nesta obra.

A literatura brasileira não tem tradição em romances de ação, tão comum no exterior. O que fez você escrever este gênero de literatura?

Talvez tenha sido esta ausência que me levou a inovar, mas tenho na obra citada: O Senhor embaixador, boa parte desta inspiração.

Qual o diferencial da obra? O que o livro traz de novo? O que você pode destacar na obra?

Minha abordagem sobre temas atuais e importantes como: drogas, família, violência e até mesmo relações diplomáticas internacionais é diferente, tenho uma opinião severa a respeito deste e de outros temas importantíssimos que destaco sucintamente entre uma trama e outra, entre uma aventura e um suspense, eventos criados para tornar estas discussões animadas e atrativas. É uma reflexão prazerosa, deliciosa, como se estivéssemos nos divertindo na imensidão do tempo e do espaço.

Mas o que diferencia mesmo este meu trabalho é o alerta que faço sobre uma certa confusão que as pessoas fazem sobre sentimentos. Elas estão presas a um perigoso jogo de “faz de conta”, que acabam invertendo valores e prioridades. Dizem amar seus filhos, esposas e maridos, quando na realidade estão amando a si mesmas, revelando sentimentos estranhos e confusos, e o pior, não estão percebendo isto, acabando por transferir este erro para seus legatários e sucessores. Faço este alerta, para um resgate sensorial necessário, através de um contínuo exercício de práticas e aproximações entre as pessoas, para que não chegue o dia onde vamos nos esquecer como é amar uns aos outros.

Agora, vamos falar um pouco sobre um tema que ouvimos muito no Congresso Brasileiro de Escritores, no ano passado, o livro virtual. Sabemos que há os que se amedrontam com o e-book. Qual é a tua opinião a respeito? Você acha que ele fará com que o nosso livro de papel se torne obsoleto?

Pelo contrário, vejo que o e-book vai levar nossas obras para os lares brasileiros com maior rapidez e dinamismo, despertando a leitura em muito mais pessoas que estão cada vez mais conectados, e acredito que muita gente ainda prefere o livro de papel. Há gosto pra tudo neste mundo.

Você tem algum projeto literário novo?

Sim, a continuação da saga da Garota Rockstar, tem muita coisa ainda pra dizer sobre o universo da nossa heroína e sua família de guerreiros.

Por último, gostaria de dizer algo aos leitores da Central 42?

Leiam, leiam tudo, além de agradável, a leitura ampliará sua visão. É como você acender uma luz no quarto escuro, você encontra o que precisa e também vê as teias de aranha e os cantos sujos e empoeirados. Não posso deixar de dizer que o importante mesmo é definir exatamente o que você quer da vida, ninguém terá prazer fazendo o que não gosta, por mais que seja bem remunerado.

 

A Garota Rockstar

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Autor: Jordemo Zaneli Junior
Gênero: Romance/ficção/aventura
Editora: Somos – Araçatuba -SP
Um romance eletrizante iniciado com o desaparecimento de uma criança de seis anos em um tumultuado evento terrorista em Atenas… Aflição dos familiares no Brasil e nos Estados Unidos. A influência de culturas diferentes, lugares pitorescos, regiões desoladas e sombrias, aventuras e lições de vida são elementos que impulsionam e formam a atmosfera de “A Garota Rockstar”.
O autor oferece nas entrelinhas e em notas de referência fatos e dados que contextualizam o enredo, numa ousada, mas perspicaz, estruturação textual, criada para situar os leitores no passeio por épocas e locais diferenciados.
A cadência da narrativa atrai pela busca do desfecho e também por estimular discussões e reflexões da atualidade. Uma proposta de entretenimento incrementada por uma oportunidade de ampliação da visão de mundo.
 
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